Heredograma


A análise dos heredogramas pode permitir se determinar o padrão de herança de uma certa característica (se é autossômica, se é dominante ou recessiva, etc.). Permite, ainda, descobrir o genótipo das pessoas envolvidas, se não de todas, pelo menos de parte delas. Quando um dos membros de uma genealogia manifesta um fenótipo dominante, e não conseguimos determinar se ele é homozigoto dominante ou heterozigoto, habitualmente o seu genótipo é indicado como A_, B_ou C_, por exemplo. A primeira informação que se procura obter, na análise de um heredograma, é se o caráter em questão é condicionado por um gene dominante ou recessivo. Para isso, devemos procurar, no heredograma, casais que são fenotipicamente iguais e tiveram um ou mais filhos diferentes deles. Se a característica permaneceu oculta no casal, e se manifestou no filho, só pode ser determinada por um gene recessivo. Pais fenotipicamente iguais, com um filho diferente deles, indicam que o caráter presente no filho é recessivo! Uma vez que se descobriu qual é o gene dominante e qual é o recessivo, vamos agora localizar os homozigotos recessivos, porque todos eles manifestam o caráter recessivo. Depois disso, podemos começar a descobrir os genótipos das outras pessoas.

Sistema ABO

Tipos sanguíneos
Existem quatro tipos de sangue: A, B, AB e O. Cada um deles é determinado pela presença ou ausência de aglutinogênios e aglutininas: Os aglutinogênios são antígenos encontrados na superfície das hemácias. Existem dois tipos de aglutinogênios: A e B. As aglutininas são anticorpos presentes no plasma sanguíneo e existem em dois tipos: anti-A e anti-B.
Transfusões sanguíneas
As aglutininas reagem com os antígenos, daí a importância de reconhecer os tipos sanguíneos no momento de uma transfusão. Para que ocorra de forma correta deve existir compatibilidade entre as hemácias do doador e o plasma do receptor, ou seja, as aglutininas não devem reagir contra os aglutinogênios.
A incompatibilidade sanguínea em casos de transfusões causa a aglutinação das hemácias, ou seja, formam-se aglomerados como se fossem coágulos. Essa situação resulta no entupimento dos capilares sanguíneos, comprometendo a circulação sanguínea. Por exemplo, uma pessoa com sangue do tipo A ao doar sangue para outra pessoa do tipo B provoca a aglutinação das hemácias devido a presença do anti-A. O mesmo acontece em um indivíduo com sangue tipo B, ele apresenta hemácias com antígenos B e anticorpos anti-A, rejeitando o sangue tipo A.
Uma pessoa com sangue do tipo A (que apresenta aglutinina anti-B) poderá receber sangue do tipo A e do tipo O. Nesse caso, essa pessoa não poderá receber nunca o sangue de pessoas do tipo B e AB, pois esses tipos sanguíneos apresentam aglutinogênio B nas hemácias, o que poderia causar um grave acidente.
Pessoas com sangue do tipo B (que apresentam aglutinina anti-A no plasma sanguíneo) podem receber sangue do tipo B e do tipo O, mas não podem nunca receber sangue do tipo A e AB. Isso ocorre porque nos tipos sanguíneos A e AB encontramos o aglutinogênio A.
Pessoas que apresentam sangue do tipo AB são consideradas receptoras universais, pois podem receber sangue de qualquer tipo. Isso se deve ao fato de que esse tipo sanguíneo não apresenta aglutinina de nenhum tipo. É importante lembrar que esse tipo sanguíneo pode receber sangue de todos os outros tipos sanguíneos, mas pode doar somente para ele mesmo.
Já o tipo sanguíneo O é considerado doador universal, pois por não apresentar nenhum tipo de aglutinogênio, ele pode doar para qualquer grupo sanguíneo, lembrando que esse tipo sanguíneo só pode receber sangue do tipo O.

Herança ligada ao sexo

A herança ligada ao sexo é determinada pelos genes exclusivos do cromossomo X. As principais doenças relacionadas a herança ligada ao sexo são: o daltonismo, a hemofilia e etc...
Daltonismo:
(discromatopsia ou discromopsia) representa uma anomalia hereditária recessiva ligada ao cromossomo sexual X, caracterizando a incapacidade na distinção de algumas cores primárias, por exemplo, a situação onde a cor marrom é a indicação da leitura visual realizada por um portador daltônico, quando a real percepção deveria ser a verde ou vermelha. Esse tipo de confusão daltônica é a mais comum dentre os casos existentes. Por se tratar de uma anormalidade relacionada ao sexo, existe distinta interpretação genotípica e respectivos fenótipos para os gêneros masculino e feminino. Assim, é observado com mais frequência em homens do que em mulheres, em virtude de o gênero masculino possuir apenas um cromossomo X (o outro é Y), enquanto o feminino possui dois X (portanto XX). Dessa forma, uma mulher daltônica necessariamente deve possuir genótipo homozigótico recessivo XdXd. A heterozigose XDXd ou XdXD (apenas uma inversão na posição convencional da escrita), não condiciona a manifestação da anomalia, mas indica que essa é portadora e pode transmitir a característica em questão aos descendentes. Em homens, basta o seu único cromossomo X possuir o gene recessivo, que esse será daltônico.
hemofilia:
uma doença hereditária que se caracteriza pelo retardo no tempo de coagulação do sangue em face de deficiência na produção do fator VIII, uma proteína codificada pelo gene dominante (H) e não codificada pelo seu alelo recessivo (h), localizados no cromossomo X. Dessa forma, a transmissão da anomalia está ligada a um cromossomo sexual, manifestando hemofilia no organismo feminino, quando em homozigose recessiva, e no organismo masculino, quando simplesmente possuir esse gene recessivo, em consequência do outro cromossomo sexual masculino ser o Y.

Fotos

Envie uma mensagem

Free Web Hosting